Após Justiça suspender greve, profissionais da Educação de Rio Branco protestam em frente ao TJ
Após decisão que suspende greve, profissionais da Educação protestam em Rio Branco Após a decisão liminar que suspendeu a greve da Educação, servidores ...
Após decisão que suspende greve, profissionais da Educação protestam em Rio Branco Após a decisão liminar que suspendeu a greve da Educação, servidores fizeram um protesto nesta quarta-feira (27) em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), em Rio Branco. A greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da educação da rede municipal da capital teve início na última quarta (20). Representantes da categoria foram recebidos por uma equipe do TJ-AC. Ao g1, a assessoria de comunicação afirmou que o TJ-AC não irá se pronunciar. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo a professora Rosângela Castro, que participou da manifestação desta quarta, a prefeitura está há três anos sem negociar com a categoria. “Sem respeitar a Constituição Brasileira, que diz que todo servidor público tem que ter um reajuste salarial. Tem a lei 11.738 do Piso Nacional e até hoje, há três anos, que o senhor prefeito não respeita a emenda constitucional. E agora nós não somos ouvidos”, disse. Após decisão liminar que suspendeu a greve da Educação, servidores fizeram um protesto nesta quarta-feira (27) em frente ao Tribunal de Justiça do Acre Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre Ainda de acordo com a professora, o protesto tem como objetivo chamar a atenção dos desembargadores para as reivindicações dos profissionais. Ela afirmou que estava representando as professoras aposentadas do município. "Nunca as escolas ou as crianças ficaram sem a reposição das aulas. Toda a greve que foi feita, fizemos a reposição das aulas, nós trabalhamos, sacrificamos até o sábado. Hoje que o Supremo decidiu pagar hora extra. Mas, antes não pagava, a gente sacrificava o nosso sábado, com as nossas famílias, mas isso a justiça não está percebendo”, defendeu. De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre Decisão A liminar que suspendeu a greve foi assinada pelo desembargador Nonato Maia e foi proferida nessa terça (26). Cabe recurso da decisão, que pode ser revista na análise do mérito. A medida atende um pedido de tutela de urgência apresentado pelo município sob argumento de que a paralisação é abusiva, determina prazo de 24h para o retorno das aulas e fixa multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre). Conforme a decisão, a qual o g1 teve acesso, a gestão municipal argumentou que manteve tratativas com as entidades sindicais ao longo de 2026 e que o movimento descumpriu o dever de manutenção mínima dos serviços essenciais. Outra alegação foi de que não houve comunicação regular sobre a adesão da categoria dos professores municipais ao movimento grevista, que a paralisação está ocasionando prejuízos concretos à continuidade dos serviços educacionais e que a greve é abusiva pois as reivindicações dos sindicatos ultrapassam os limites de viabilidade orçamentária e financeira. Os profissionais promovem na noite dessa terça uma vigília na Praça da Revolução, no Centro. Profissionais promoveram na noite dessa terça (26) uma vigília na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco Pedro Marcelo/Rede Amazônica Acre Prejuízo ao direito à educação O TJ-AC invocou o conceito de periculum in mora, em que a espera por uma decisão judicial definitiva cause prejuízos irreparáveis ao direito de um indivíduo ou grupo. O tribunal justificou a intervenção pela necessidade da prevalência dos direitos fundamentais à educação, proteção integral da criança e do adolescente e continuidade dos serviços públicos essenciais. "A continuidade do movimento, nos moldes atualmente demonstrados nos autos, possui aptidão para causar prejuízos concretos e progressivos à coletividade, afetando diretamente o regular cumprimento do calendário escolar, a continuidade do processo pedagógico e o acesso ao serviço educacional por milhares de estudantes da rede pública municipal", cita a decisão. Impasse Ao g1, o prefeito Alysson Bestene afirmou nessa segunda (25) que passou uma proposta de aumento de 5% para os sindicatos e a gestão já garantiu o aumento mínimo que vai refletir ao longo da carreira. Os servidores que ganham R$ 1,4 mil, por exemplo, receberiam R$ 1.621. Contudo, a categoria considera a proposta insuficiente. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) afirmou que houve retrocesso nas negociações e que devem continuar com a greve até que haja uma proposta melhor da prefeitura. À Rede Amazônica Acre, a gestão municipal informou que mantém a proposta inicial. Entre as principais reivindicações estão a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias na estrutura das unidades de ensino. De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária. Reveja os telejornais do Acre