Datafolha: 44% dos eleitores brasileiros são identificados com a direita e 39%, com a esquerda

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Datafolha: 44% dos eleitores brasileiros são identificados com a direita e 39%, com a esquerda
Datafolha: 44% dos eleitores brasileiros são identificados com a direita e 39%, com a esquerda (Foto: Reprodução)

Urna eletrônica para votação de eleitores na eleição suplementar 2026 em Roraima TRE-RR/Divulgação Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) indica que 44% dos eleitores brasileiros são de direita, enquanto 39%, de esquerda. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. 🔎 Segundo o Datafolha, a classificação não é feita com base em uma pergunta direta sobre como o entrevistado se define. O instituto afirma que o resultado é por meio de posicionamento em escalas de comportamento e pensamento econômico com base em uma "série de questões envolvendo valores sociais, políticos, culturais e econômicos" que integra a pesquisa. Foram computadas a soma de "direita" e "centro-direita" e, no outro lado, de "centro-esquerda" com "esquerda". Veja os números: Direita: 15%; Centro-direita: 29%; Centro: 17%; Centro-esquerda: 26%; Esquerda: 13%. Com vantagem de cinco pontos percentuais, acima da margem de erro, os brasileiros que são identificados com a direita superam os identificados com a esquerda, segundo o instituto. Foram ouvidas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros nos dias 17 e 18 de junho. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09956/2026. A identificação dos brasileiros com a direita voltou a ficar à frente da identificação com a esquerda no espectro ideológico calculado pelo Datafolha. Em 2022, o quadro era de esquerda com 49% e a direita, 34%. O instituto detalha que esta é a primeira vez desde 2014 que a direita aparece à frente da esquerda. À época, em que Dilma Rousseff (PT) era presidente, a direita tinha 45% das respostas, enquanto a esquerda, 35%. Perfil dos entrevistados O perfil também varia entre os gêneros, de acordo com a pesquisa: entre homens, 50% são classificados à direita, e 33%, à esquerda. Entre as mulheres, a esquerda fica à frente, com 44%, contra 37% da direita. Entre os evangélicos, 52% se colocam à direita, 30% à esquerda e 18% no centro. Católicos são 43% de direita, 39% de esquerda (empate técnico) e 18% no centro. Variações nos critérios Fazem parte dos critérios analisados, segundo o Datafolha, economia e questões de comportamento. Este segundo, conforme o instituto, apresenta mudança em relação a 2022. Antes, a direita passou de 39% para 52%, enquanto a esquerda, de 42% para 29%. Em 2026, outros 20% se colocam ao centro. Houve deslocamentos em temas de segurança e costumes, como o apoio ao direito de possuir uma arma legalizada: de 35% para 41%, e a defesa da proibição da posse, que foi de 63% para 55%. Outra alteração ocorreu na visão sobre a pobreza, em que 40% coloca a "preguiça de pessoas que não querem trabalhar" como motivo principal (eram 22%), enquanto 58% creditam à falta de oportunidades iguais (eram 76%). [Matéria em atualização]