Estudantes voltam às ruas na França em protestos por melhores condições no ensino público

Estudantes voltam a protestar na França Milhares de estudantes voltaram a protestar nesta quinta-feira (8) nas ruas da França. Polícia e manifestantes entraram ...

Estudantes voltam às ruas na França em protestos por melhores condições no ensino público
Estudantes voltam às ruas na França em protestos por melhores condições no ensino público (Foto: Reprodução)


Estudantes voltam a protestar na França Milhares de estudantes voltaram a protestar nesta quinta-feira (8) nas ruas da França. Polícia e manifestantes entraram em choque na Praça da Bastilha, no Centro de Paris. Os jovens bloquearam a rua e professores ficaram ao lado deles. Alix Picavet, de 21 anos, que estuda para ser professora, relata que, em 2025, a escola ficou três meses sem papel higiênico. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em Saint-Denis, o prefeito se colocou entre a tropa de choque e os estudantes. Mas o avanço continuou. Em Aubervilliers, um cartaz fazia a conta dos estudantes: mais dinheiro gasto em gás lacrimogêneo do que em nossas canetas. O Ministério da Educação, nesta quinta-feira (8), recebeu representantes dos estudantes, que pediam respostas imediatas. “Recebemos migalhas. Nada de concreto. Queremos garantias agora”, disse o líder estudantil. Estudantes voltam às ruas na França em protestos por melhores condições no ensino público Jornal Nacional/ Reprodução Os alunos pedem dinheiro para as escolas em um momento em que a França precisa cortar bilhões de euros do Orçamento. Há mais de 50 anos que o governo francês gasta mais do que arrecada. Em 2026, o déficit deve atingir 5,4% do Produto Interno Bruto - bem acima do limite de 3% estabelecido pelas regras europeias. E as despesas aumentam em várias frentes. Só a Defesa deve receber mais 6,4 bilhões de euros em 2027. Os investidores, preocupados, passam a exigir juros mais altos para continuar emprestando dinheiro ao governo. Para tentar conter essa bola de neve, o primeiro-ministro propôs um ajuste de 43 bilhões de euros e cortou em setores como saúde, educação, aposentadoria e salários. As vozes gritam contra o presidente Emmanuel Macron. Ele não pode disputar a reeleição na votação presidencial daqui a seis meses, mas tenta evitar o crescimento da extrema-direita de Marine Le Pen, que promete cortes ainda mais severos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM VÍDEO: prefeito de subúrbio de Paris protege manifestantes da polícia e é atingido por gás de pimenta Mandíbula quebrada, perda de visão, mão explodida: violência policial marca terceira semana de protestos na França França suspende uso de bombas de efeito moral em protestos após estudante ter mão arrancada por explosão