Grupo Especial começa com as maiores campeãs em noite de homenagens a personalidades
Saiba como é calculada a data do carnaval Quatro escolas abrem neste domingo (15) o Grupo Especial do Rio de Janeiro. E esta 1ª noite vai trazer, de cara, as ...
Saiba como é calculada a data do carnaval Quatro escolas abrem neste domingo (15) o Grupo Especial do Rio de Janeiro. E esta 1ª noite vai trazer, de cara, as maiores campeãs do carnaval carioca. A Portela, com 22 títulos, é a 3ª a desfilar; na sequência, encerrando a madrugada, vem a Mangueira, com 20 vitórias. Antes desse duelo parelho, também com um histórico de respeito, vem a Imperatriz, que carrega 9 campeonatos. Mas também tem estreia na Sapucaí! A novata Acadêmicos de Niterói debuta na elite do samba após vencer a Série Ouro no ano passado. O g1 vai transmitir na íntegra todos os desfiles do Grupo Especial. Na página especial, você também acompanha destaques das escolas, trechos das apresentações e as últimas notícias da Sapucaí. Todas as escolas deste domingo vão homenagear uma personalidade: A trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Ney Matogrosso e seu rico e caleidoscópico repertório; A saga da África até o Rio Grande do Sul de Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe do Bará; Os saberes e a arte de Joaquim Borges da Silva, o Mestre Sacaca. Tem mais Grupo Especial nesta segunda (16) e nesta terça (17), com 4 escolas por noite. Clique na sua escola para ir direto à seção dela. Acadêmicos de Niterói Imperatriz Leopoldinense Portela Estação Primeira de Mangueira Horários do Grupo Especial 1. Acadêmicos de Niterói Cartaz da Acadêmicos de Niterói para 2026 Reprodução Resumo rápido Que horas desfila: esquenta às 21h45, início às 22h Enredo: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Cores: 🔵⚪Azul e Branco Quantos títulos no Grupo Especial: nenhum O enredo em 10 pontos Enredo e Samba: Acadêmicos de Niterói se prepara para contar a história do presidente Lula A infância de Lula no agreste de Pernambuco, sob os cuidados de Dona Lindu, em meio à pobreza e à vida integrada à natureza. O imaginário do sertão, marcado por histórias fantásticas, medo da morte e luta constante pela sobrevivência. O pé de mulungu como símbolo da esperança e do sonho de um futuro melhor visto de cima. A grande seca de 1952 e a decisão da família de migrar para São Paulo em busca de sobrevivência. A travessia de pau de arara até a metrópole e o choque com a desigualdade urbana. A formação de Lula como torneiro mecânico e a construção de sua identidade como operário. A perseguição ao movimento operário durante a ditadura e a entrada de Lula na luta sindical. As greves do ABC paulista e a criação de um partido político formado por trabalhadores. A eleição à Presidência da República e a implementação de políticas de combate à pobreza e à desigualdade. O retorno de Lula ao poder como símbolo de resistência, esperança e continuidade de um projeto coletivo para o Brasil. Cante o samba Acadêmicos de Niterói homenageará o presidente Lula; veja o samba Autores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr Intérprete: Emerson Dias Olê, olê, olê, olá Vai passar nessa Avenida mais um samba popular Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula! Eu vi brilhar a estrela de um país No choro de Luiz, à luz de Garanhuns Lugar onde a pobreza e o pranto Se dividem para tantos E a riqueza multiplica para alguns Me via nos olhares dos meus filhos Assombrados e vazios com o peito em pedaços Parti atrás do amor e dos meus sonhos Peguei os meus meninos pelos braços Brilhou um sol da pátria incessante Pro destino retirante te levei, Luiz Inácio Por ironia, 13 noites, 13 dias Me guiou Santa Luzia, São José alumiou Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical À liderança mundial Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz Revolucionário é saber escolher os seus heróis Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Que pagaram o preço da raiva Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva Lute pra vencer, aceite se perder Se o ideal valer, nunca desista Não é digno fugir, nem tão pouco permitir Leiloarem isso aqui a prazo, à vista É... tem filho de pobre virando doutor Comida na mesa do trabalhador A fome tem pressa, Betinho dizia É... teu legado é espelho das minhas lições Sem temer tarifas e sanções Assim que se firma a soberania Sem mitos falsos, sem anistia Quanto custa a fome? Quanto importa a vida? Nosso sobrenome é Brasil da Silva Vale uma nação, vale um grande enredo Em Niterói, o amor venceu o medo Vale uma nação, vale um grande enredo Em Niterói, o amor venceu o medo Quem é quem Rainha de bateria Vanessa Rangeli durante a festa que marcou a escolha do samba da escola Reprodução/ TV Globo Carnavalesco: Tiago Martins Diretores de Carnaval: Hamilton Junior, Saulo Tinoco e Ricardo Simpatia Intérprete: Emerson Dias Mestre de Bateria: Branco Rainha de Bateria: Vanessa Rangeli Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Emanuel Lima e Tainara Mathias Comissão de Frente: Marlon Cruz e Handerson Big 2. Imperatriz Leopoldinense Cartaz do enredo da Imperatriz de 2026 Reprodução Resumo rápido Que horas desfila: entre 23h20 e 23h30 Enredo: “Camaleônico”, sobre Ney Matogrosso Cores: 🟢⚪🪙Verde, Branco e Ouro Quantos títulos no Grupo Especial: 9 Ano do último título: 2023 (relembre aqui como foi) O enredo em 10 pontos Enredo e samba: Imperatriz 2026 A apresentação de uma figura camaleônica, híbrida de homem e bicho, símbolo da transformação constante e da liberdade de ser múltiplo. A quebra de padrões de gênero e comportamento, com um corpo que mistura força e delicadeza, masculino e feminino, instinto e arte. A construção de uma estética transgressora, que une natureza tropical, fantasia, maquiagem, plumas e performance. A voz como instrumento de resistência, capaz de cantar quando tentam impor o silêncio e a censura. A celebração da obra artística marcada pela mistura do doce e do amargo, do belo e do incômodo, do popular e do experimental. As sucessivas metamorfoses de Ney: homem primitivo, bandido, anjo torto, pecador, feiticeiro e divindade marginal. A representação dos excluídos, dos loucos, dos diferentes e dos que não cabem nas normas sociais. A música como ferida aberta e denúncia das violências históricas contra culturas latino-americanas. A virada para a festa, com canções solares que exaltam prazer, alegria, desejo e liberdade no Sul global. O carnaval como espaço máximo de expressão, onde a Imperatriz celebra o corpo, o delírio, a transformação e a vida sem culpa. Cante o samba Imperatriz Leopoldinense homenageia Ney Matogrosso no Carnaval 2026 Autores: Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente, Bernardo Nobre, Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro Intérprete: Pitty de Menezes Se joga na festa, esquece o amanhã Minha escola na rua pra ser campeã! Vem, meu amor Vamos viver a vida Bota pra ferver Que o dia vai nascer feliz na Leopoldina Sou meio homem, meio bicho O silêncio e o grito Pássaro, mulher Que pinta a verdade no rosto Traz a coragem no corpo E nunca esconde o que é Pelo visível, indefinível Ressignifica o frágil O que confunde é o desbunde Do que desafia o fácil Canto com alma de mulher Arte que sabe o que quer E não se esqueça Eu sou o poema que afronta o sistema A língua no ouvido de quem censurar Livre para ser inteiro Pois sou homem com H E como sou… O bicho, bandido, pecado e feitiço Pavão de mistérios, rebelde, catiço A voz que à Cálida Rosa deu nome A força de Athenas que o mal não consome O sangue latino que vira Vira, vira lobisomem Eu juro que é melhor se entregar Ao jeito felino provocador Devoro pra ser devorado Não vejo pecado ao Sul do Equador Quem é quem Iza no esquenta da Imperatriz Leo Franco/AgNews Carnavalesco: Leandro Vieira Diretores de Carnaval: André Bonatte e Pedro Henrique Leite Intérprete: Pitty de Menezes Mestre de Bateria: Lolo Rainha de Bateria: Iza Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro Comissão de Frente: Patrick Carvalho 3. Portela Cartaz do enredo da Portela de 2026 Reprodução Resumo rápido Que horas desfila: entre 0h55 e 1h15 Enredo: “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande” Cores: 🔵⚪Azul e branco Quantos títulos no Grupo Especial: 22 Ano do último título: 2017 (relembre aqui como foi) O enredo em 10 pontos Enredo e samba: Portela 2026 A história do príncipe africano Custódio Joaquim de Almeida, vindo do Benin, líder de resistência exilado para o Brasil. A figura do Negrinho do Pastoreio como mensageiro, guardião da memória e guia dos caminhos esquecidos do Sul do Brasil. O encontro do Negrinho com Bará, senhor das encruzilhadas, que o convoca a revelar uma história apagada. A descoberta de uma coroa perdida, símbolo de uma realeza negra invisibilizada no Rio Grande do Sul. A travessia forçada da África ao Brasil e o assentamento da presença africana nos pampas gaúchos. A atuação de Custódio como príncipe dos pobres, curandeiro e líder espiritual da população negra recém-liberta. A união de diferentes nações africanas por meio do tambor e do culto, dando origem ao Batuque no Sul do país. O papel de Bará como elemento de união, comunicação e abertura de caminhos para a resistência negra. A permanência da herança africana nos ritos, festas, estandartes, quilombos e manifestações culturais gaúchas. A passagem simbólica da coroa ao Negrinho e às novas gerações, afirmando um futuro de dignidade, memória e liberdade negra. Cante o samba Portela vai contar a história do Príncipe do Bará; veja o enredo Autores: Val Tinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena Intérprete: Zé Paulo Sierra Ae Oni Bará! Ae Babá Lodé! A Portela reunida carregada no dendê Sob o céu do Rio Grande Tem reza pra abençoar O príncipe herdeiro da coroa do Bará! É Bará, é Bará… ôô! Quem rege a sua coroa, Bará? É o rei de Sapaktá Alafiá do destino no Ifá! Tem mistério que encandeia Pro batuque começar Sou mistério que encandeia Pra Portela incorporar Vai, Negrinho… vai fazer libertação Resgatar a tradição Onde a África assenta Ó, corre gira, vem revelar O reino de Ajudá O Pampa é terra negra em sua essência Alupo, meu senhor, alupô! Vai ter xirê no toque do tambor Alumia o cruzeiro… chave de encruzilhada É macumba de Custódio no Romper da madrugada Curandeiro, feiticeiro, Batuqueiro precursor Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!) Fundamento em seu terreiro Resiste a fé no orixá Da crença no Mercado Ao rito do Rosário Ainda segue vivo o seu legado Portela… tu és o próprio trono de Zumbi Do samba, a majestade em cada ori Yalorixá de todo axé Enquanto houver um pastoreio A chama não apagará Não há demanda que o povo Preto não possa enfrentar Quem é quem Bianca Monteiro, rainha da Portela Anderson Bordê/AgNews Carnavalesco: André Rodrigues Direção de Carnaval: Júnior Schall, Higor Machado e Claudinho Portela Intérprete: Zé Paulo Sierra Mestre de Bateria: Vitinho Rainha de Bateria: Bianca Monteiro Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Marlon Lamar e Squel Jorgea Comissão de Frente: Cláudia Mota e Edifranc Alves 4. Estação Primeira de Mangueira Mangueira divulga seu enredo para 2026 Divulgação Resumo rápido Que horas desfila: entre 2h30 e 3h Enredo: “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra”. Cores: 🟢🩷 Verde e rosa Quantos títulos no Grupo Especial: 20 Ano do último título: 2019 (relembre aqui como foi) O enredo em 10 pontos Enredo e Samba: Mangueira 2026 A invocação de Mestre Sacaca durante o Turé, ritual afro-indígena de agradecimento aos encantados do Outro Mundo. A apresentação de Mestre Sacaca como Xamã Babalaô, curandeiro e guia espiritual do povo tucuju, no Amapá. A entrada da Mangueira na Floresta Amazônica para celebrar saberes ancestrais negros e indígenas. A centralidade dos rios amazônicos como caminhos de vida, memória, trabalho e espiritualidade. O contato de Sacaca com povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas da Amazônia Negra. A ciência da cura por meio das ervas, folhas, cascas e rezas, unindo medicina ancestral e encantamento. A transformação da floresta em som, com troncos virando tambores e o surgimento do Batuque e do Marabaixo. A mistura entre sagrado e profano, igreja e terreiro, na Missa dos Quilombos e no Encontro dos Tambores. Mestre Sacaca como símbolo vivo da cultura tucuju, presente no barro, no açaí, nas fibras, nos animais e nas árvores. A consagração de Sacaca como guardião da Amazônia Negra, identidade coletiva que resiste, ensina e se renova. Cante o samba Mangueira canta Mestre Sacaca e a Amazônia Negra; veja o samba Autores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal Intérprete: Dowglas Diniz A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá Finquei minha raiz No extremo Norte, onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao Turé Pintada em verde e rosa, jenipapo e urucum Árvore-mulher, Mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente Palikur Regateando o Amazonas no transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Salve o curandeiro, Doutor da Floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva... saravá Negro na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões Ergo e consagro o meu manto Às bênçãos do Espírito Santo e São José de Macapá Sou gira, batuque e dançadeira (areia) A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira que a Amazônia Negra eternizou Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito tucuju Quem é quem Evelyn Bastos no ensaio da Mangueira Anderson Bordê/AgNews Carnavalesco: Sidnei França Direção de Carnaval: Dudu Azevedo Intérprete: Dowglas Diniz Mestres de Bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão Rainha de Bateria: Evelyn Bastos Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel