Guarda-roupa do príncipe: Neymar desfila com camisas históricas e raras do Santos; VEJA

Neymar resgata camisas históricas do Santos e leva nostalgia dos anos 90 para o guarda-rou Antes de se tornar um dos maiores ídolos da história recente do Sa...

Guarda-roupa do príncipe: Neymar desfila com camisas históricas e raras do Santos; VEJA
Guarda-roupa do príncipe: Neymar desfila com camisas históricas e raras do Santos; VEJA (Foto: Reprodução)

Neymar resgata camisas históricas do Santos e leva nostalgia dos anos 90 para o guarda-rou Antes de se tornar um dos maiores ídolos da história recente do Santos FC, Neymar cresceu vendo outros jogadores com a camisa alvinegra. Agora, uniformes daquele período voltam a aparecer no guarda-roupa do atacante, que demonstra interesse por peças antigas do clube. Entre elas, está uma edição rara de 1995, produzida em homenagem ao milésimo gol de Pelé. Segundo o Centro de Memória do Santos, o modelo foi fabricado pela Amddma, com patrocínio da Unicor, em uma tiragem de mil unidades. Embora o número não seja comprovado por documentos oficiais, o memorial afirma que a distribuição foi restrita, o que explica a raridade do item. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. 👕Atualmente, uma unidade pode chegar a R$ 1.500 no mercado de colecionismo. A estimativa é do colecionador de camisas do clube Anderson Carvalho. Lançada para celebrar os 25 anos do milésimo gol de Pelé, marcado em 1969, a peça carrega um registro especial. Na época de sua apresentação, o Rei apareceu ao lado de Giovanni, que vestia a camisa 10 do Santos. O episódio marcou a reaproximação de Pelé com o clube. Neymar usou o mesmo modelo em entrevista coletiva após a vitória por 2 a 1 sobre o Macará, pela Copa Sul-Americana. Em imagens divulgadas nas redes sociais, o atleta aparece no vestiário mostrando o uniforme histórico a Gabigol. Initial plugin text Contexto histórico da camisa Além da homenagem ao milésimo gol de Pelé, o lançamento da camisa foi um marco na retomada da presença constante do maior ídolo santista no dia a dia da instituição. Em 1994, Pelé assumiu o cargo de diretor de Relações Internacionais. No ano seguinte, o ex-jogador assumiu o Ministério Extraordinário dos Esportes. Para o Memorial do Clube, a camisa é considerada uma peça de celebração e memória construída em torno do ex-jogador. Pelé e Giovanni com a camisa de homenagem, em 1995 Redes Sociais Lembrança da infância Nascido em 1992, o atleta viveu a década de 1990 no período que antecedeu sua chegada às categorias de base santistas. Uma fotografia da época mostra o jogador, ainda criança, vestindo um modelo branco de 1994, idêntico ao que hoje integra seu acervo. Para o historiador Gabriel Davi Pierin, esses itens preservam a memória e aproximam diferentes gerações. "Tem a questão da estética. A gente vive hoje um momento de valorização daquilo que é antigo, não só em camisa, mas de uma maneira geral, camisas antigas, objetos retrô. A camisa materializa a memória de uma época", disse o historiador. Neymar aparece utilizando camisas retrô constantemente Santos Futebol Clube Em relação a Neymar, Gabriel destacou que a camisa remete a um período que, mesmo sem títulos, ficou marcado na memória dos torcedores pelas equipes e jogadores que defenderam o Santos. "Embora o Santos não tenha conquistado títulos durante esse período, a gente tem lembrança de boas equipes, de ídolos da história do clube também, como o Giovanni. E no caso do Neymar, recorda da infância dele. E toda camisa é carregada de simbolismos, né?", completou. Acervo em expansão O colecionador Anderson Carvalho, dono do perfil Acervo Santista nas redes sociais, revelou ao g1 que a relação do craque com os uniformes antigos começou um pouco antes da camisa dos mil gols. Anderson foi convidado para participar de uma ação de marketing do Santos voltada ao lançamento do uniforme desta temporada. Suas peças históricas foram usadas para mostrar a evolução dos modelos utilizados pelo clube ao longo dos anos. Initial plugin text Durante a campanha, que reuniu os principais jogadores do elenco santista, Neymar soube da presença do colecionador e pediu para conhecê-lo. “Entramos em uma salinha eu, ele e o Gabigol, e ficamos conversando. Eles começaram a relembrar as camisas com as quais jogaram quando eram mais novos", relatou. Após a conversa, Anderson decidiu presentear os jogadores com peças de seu acervo. Neymar recebeu um modelo branco do início dos anos 2000, enquanto Gabigol ganhou uma camisa retrô da década de 1980. Gabigol e Neymar sendo presenteados com camisas antigas do Santos Acervo Santista O segundo contato ocorreu no CT Rei Pelé, em uma nova sessão de fotos. O atacante se interessou por outra edição e os dois fizeram uma troca: o colecionador entregou mais uma relíquia de 1994 e recebeu a camisa usada pelo jogador após um clássico contra o Corinthians. "Ele está gostando bastante desse hobby, especialmente dos modelos mais antigos. Guarda todas as camisas e, inclusive, as usa", afirmou. Raridade virou moda No mercado de colecionadores, a dificuldade de encontrar uma camisa antiga está diretamente relacionada à sua história. Anderson explica que os modelos de jogo são os mais valiosos, porque foram produzidos para partidas e atletas específicos, dificilmente chegando às lojas convencionais. Fora desse nicho, o visual de décadas passadas tem ganhado as ruas e até as passarelas. A estética vintage ajudou a transformar os uniformes em itens de moda, transição impulsionada pela tendência do blokecore — movimento que mistura roupas esportivas com elementos do streetwear (moda urbana). Esse fenômeno reaqueceu o interesse pelos anos 1990, período marcado por designs extravagantes e patrocínios destacados, diferentes do padrão atual. Gabigol, Gabriel Brazão e Neymar vestem camisas antigas do Santos. Reprodução/Redes sociais