Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta

Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta A inflação desacelerou em julho de 2026 e voltou a ficar abaixo do teto da meta. A queda...

Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta
Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta (Foto: Reprodução)

Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta A inflação desacelerou em julho de 2026 e voltou a ficar abaixo do teto da meta. A queda dos preços dos alimentos foi a que mais contribuiu para esse resultado, mas eles continuam pesando no orçamento das famílias. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Produtos que costumam estar na mesa dos brasileiros - como o tomate, batata-inglesa e cenoura - tiveram quedas acentuadas em julho. Resultado da maior oferta desses alimentos nessa época do ano. Já a comida fora de casa acelerou na direção contrária. “Nós procuramos manter um preço para o cliente. Não temos muito como acompanhar a inflação no preço cobrado ao cliente para manter o cliente no dia a dia aqui”, diz o empresário Antônio Airton Gomes de Oliveira. Em julho, o IPCA, índice que mede a inflação oficial divulgado pelo IBGE, foi de 0,07%. Instituições financeiras e consultorias esperavam um número ainda menor. O grupo de alimentação e bebidas foi o principal responsável pela desaceleração da inflação. O menor índice para o mês de julho desde 2022. Inflação desacelera em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta Jornal Nacional/ Reprodução Mas quem vai ao mercado nem sempre tem a sensação de produtos mais baratos. Um estudo da FGV ajuda a entender o motivo. Desde o início da década, o IPCA já subiu quase 44%. Mas, no mesmo período, os alimentos subiram mais de 64%. “Não é uma sensação, é uma constatação. Os preços realmente estão muito mais altos. Você tem 20 pontos percentuais de alta a mais para alimentos e isso faz uma grande diferença, porque os salários são corrigidos pelo IPCA. Então, se o seu salário dos últimos seis anos foi corrigido em média em torno de 45%, mas a sua despesa de supermercado subiu 65%, então não é uma queda pontual, ou quedas pontuais, que vão fazer esse aumento todo dissipar. A gente precisa de uma continuidade nesse processo de desinflação dos alimentos”, explica André Braz, economista FGC/ Ibre. Outro grupo que também desacelerou foi o de roupas e calçados. Já a habitação subiu. O economista André Braz explica que o cenário da inflação ainda é de incerteza: “É um bom resultado. Ele colocou de novo a nossa inflação em 12 meses dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Em 12 meses, a inflação agora está em 4,44%, abaixo de 4,5%. Nós temos várias incertezas no mar. Temos a guerra entre o Irã e Estados Unidos, nós temos as próprias tarifas de Trump, e nós temos o El Niño, que a meteorologia já vem nos alertando há meses, que pode ser um El Niño extremamente forte e pode comprometer a nossa agricultura”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM IPCA: Inflação desacelera para 0,07% em julho com queda nos preços dos alimentos Miriam Leitão: 'É possível que exista uma inflação negativa em agosto' BC vê inflação desacelerando, mas aponta pressão do petróleo e de gastos públicos