Justiça do DF mantém condenação de homem por tentativa de atentado a bomba perto do Aeroporto de Brasília em 2022
Wellington Macedo em depoimento na CLDF Carlos Gandra/CLDF A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de pr...
Wellington Macedo em depoimento na CLDF Carlos Gandra/CLDF A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo caso da bomba colocada em um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022. A decisão unânime foi divulgada nesta quarta-feira (29). Wellington foi condenado pelo crime de explosão majorada. 🔍 Explosão majorada é o crime de explosão cometido em circunstâncias previstas em lei que aumentam a pena. Neste caso, o aumento está relacionado ao fato de o artefato ter sido colocado em um caminhão-tanque carregado com com 63 mil litros de querosene de aviação. Segundo o processo, a bomba só não detonou por causa de uma falha na montagem do mecanismo de acionamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. No recurso, a defesa de Wellington alegou "ausência de intenção, desconhecimento sobre o conteúdo transportado, além de defender a tese de crime impossível, uma vez que o artefato não teria capacidade real de explodir". Os desembargadores rejeitaram os argumentos. Segundo o tribunal, imagens de câmeras de segurança e a confissão de um dos outros envolvidos mostraram que o grupo passou repetidas vezes pelo local antes de escolher o ponto onde o explosivo seria colocado. A perícia concluiu ainda que a carga explosiva tinha capacidade para provocar uma detonação. A Turma também rejeitou o pedido da defesa para que fosse reconhecida uma participação de menor importância de Wellington. Para o colegiado, ele transportou o artefato e ajudou a escolher o local e o momento da ação, tendo participação essencial na execução do crime. Meses foragido e prisão no Paraguai Wellington foi condenado a seis anos de prisão pela Justiça do Distrito Federal. Após passar meses foragido, ele foi preso no Paraguai em setembro de 2023. Relembre: Cearense Wellington Macedo é preso no Paraguai Ele cumpriu parte da pena em regime fechado e, em dezembro de 2024, recebeu autorização para passar ao regime semiaberto. Em junho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou uma nova prisão preventiva contra Wellington e os outros dois condenados pelo caso, após descumprimento de medidas cautelares. Em setembro do mesmo ano, Moraes negou um pedido de soltura apresentado pela defesa de Wellington. Na decisão, o ministro afirmou que o condenado havia descumprido a prisão domiciliar e publicado um vídeo nas redes sociais dizendo que estava fugindo de um mandado de prisão e pedindo contribuições financeiras. Relembre o caso O caso aconteceu em 24 de dezembro de 2022. Segundo as investigações, Wellington Macedo, George Washington de Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues se conheceram no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, após as eleições daquele ano. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o objetivo do grupo era cometer crimes que provocassem comoção social para estimular uma intervenção militar e a decretação de Estado de Sítio. Inicialmente, o plano era colocar o explosivo próximo a um poste para prejudicar a distribuição de energia elétrica na capital. Na véspera do Natal, porém, o grupo mudou o alvo. Segundo a denúncia, George montou o artefato e o entregou a Alan, que o repassou a Wellington. Wellington e outro homem foram até a região do aeroporto e colocaram a bomba no eixo traseiro do caminhão-tanque carregado com querosene de aviação. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.