Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre; veja como denunciar

Ligação de emergência tem prioridade e auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência Em uma situação de violência contra a mulher, é necessário saber a qu...

Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre; veja como denunciar
Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre; veja como denunciar (Foto: Reprodução)


Ligação de emergência tem prioridade e auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência Em uma situação de violência contra a mulher, é necessário saber a quem recorrer de imediato. Nesses casos, cada informação pode ajudar a equipe policial a compreender a situação e a definir a melhor forma de agir. (Veja, no final da reportagem, todos os canais de denúncia) 🚨 Os chamados de emergência e as informações importantes para o atendimento das ocorrências são recebidos no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Em situação de perigo imediato, a orientação é acionar o 190. Já para busca de informações, orientações e registar denúncias, pode ser utilizado o 180. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo o coordenador do Copom, capitão da Polícia Militar (PM-AC) Nilton Amorim, a depender do procedimento adotado, enquanto o atendente continua a fazer perguntas à vítima, uma equipe policial já pode estar a caminho do local onde ela se encontra. “Essa ocorrência é prioritária no nosso sistema e também na política da Polícia Militar. Nós nos preocupamos com o atendimento desse tipo de ocorrência e também essa é uma política nacional. Então, quando se liga para o 190 necessitando do apoio da Polícia Militar, nós temos a prioridade de enviar esse tipo de ocorrência”, disse. Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre Nino Caré/Pexels De acordo com o capitão da PM, a solicitação de informações ajuda a polícia a entender a dinâmica e a gravidade da situação para que, assim, seja decidido quais recursos devem ser encaminhados para o atendimento. “De repente, tem cárcere privado que é necessário levar outros tipos de equipamentos, outros tipos de planejamento. Até mesmo uma localidade, pode ser uma localidade isolada, é necessário até pensar em outro recurso, como um helicóptero, um barco ou um quadriciclo. Então, todas essas perguntas, elas não impedem o envio do recurso, mas sim a melhor forma de planejarmos e enviar o recurso de maneira mais célere”, afirmou. LEIA MAIS: Mulheres vítimas de violência podem pedir medida protetiva pela internet no Acre; Saiba mais Mais de 5 mil medidas protetivas foram concedidas para mulheres no Acre em 2025; saiba como solicitar Mais de 10 mil mulheres sofreram violência doméstica em Rio Branco no último ano, aponta pesquisa ➡️ Em uma situação de emergência, informar o endereço ou um ponto de referência, explicar o que está acontecendo e dizer se há feridos ou armas envolvidas, pode ajudar a direcionar o atendimento. Conforme a analista criminal, sargento Nayara Araújo, sempre que possível, e sem aumentar os riscos, é importante que a mulher responda às perguntas do profissional e siga as orientações recebidas. Segundo ela, a denúncia pode ser feita também por uma pessoa que presencia a agressão, ou que sabe que outra mulher está em situação de risco. A analista reforça que não é necessário ser a vítima para pedir ajuda diante de uma emergência. “Muitas vezes o vizinho tem conhecimento de que a pessoa, a mulher, está sofrendo violência doméstica, um parente tem conhecimento de algum fato que esteja acontecendo. A grande maioria dos crimes são de ação pública incondicionada à representação, então não precisa ser a vítima, pode ser alguém que esteja fora dessa situação. Isso é muito importante porque pode fazer a diferença em relação à manutenção da integridade física daquela mulher e da vida dela”, detalhou. Patrulha Maria da Penha faz policiamente especializado em casos de violência doméstica Asscom/TJ-AC De acordo com Nayara, a mulher em situação de violência pode buscar ajuda por diferentes canais, conforme a necessidade e a urgência do caso. “Nós temos o 190, onde você vai só informar o endereço e a viatura mais próxima do local vai ser enviada para atender, para averiguar realmente a situação. E temos também outros meios que podem entrar em contato, como a própria Patrulha Maria da Penha, que é um policiamento especializado nesse tipo de atendimento, que tem todo um cuidado especial em checar, em falar com essa mulher, e tem esse cuidado de não revitimizar e fazer um atendimento especializado realmente para aquilo”, detalhou. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre ​