Ministério Público ajuíza ação contra ocupações irregulares no entorno da Represa de Chapéu D’Uvas

Coletiva do Ministério Público apresentou dados sobre a Represa de Chapéu D'Uvas Elton Moreira/TV Integração O Ministério Público de Minas Gerais informo...

Ministério Público ajuíza ação contra ocupações irregulares no entorno da Represa de Chapéu D’Uvas
Ministério Público ajuíza ação contra ocupações irregulares no entorno da Represa de Chapéu D’Uvas (Foto: Reprodução)

Coletiva do Ministério Público apresentou dados sobre a Represa de Chapéu D'Uvas Elton Moreira/TV Integração O Ministério Público de Minas Gerais informou que ajuizou uma ação contra ocupações irregulares no entorno da Represa de Chapéu D'Uvas. O manancial fica compreendido entre os municípios de Juiz de Fora, Ewbank da Câmara, Santos Dumont e Antônio Carlos e responde por cerca de 40% do fornecimento de água em Juiz de Fora. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (25), no auditório do Mercado Municipal, reunindo diversas autoridades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Durante o encontro, foram apresentadas informações sobre a atuação relacionada à proteção do manancial e dados sobre a expansão das ocupações irregulares na região. “O trabalho do Ministério Público tem sido muito grande em razão da especulação imobiliária que avança de forma agressiva em cima de Chapéu D’Uvas e pode destruir o manancial da cidade", informou o promotor de Meio Ambiente Roger Silva Aguiar. "O trabalho que devemos fazer não é fazer com que Chapéu D’Uvas fique intocável, mas que ela seja explorada de forma sustentável, de forma inteligente, para que possamos ter os recursos econômicos que ela pode nos proporcionar em forma de turismo etc., mas sem destruir o tesouro, o encanto que ela é hoje”, destacou. Empresa de Chapéu d'Uvas em Juiz de Fora Carlos Alberto Romanelli/Cesama Área de preservação permanente Em 2023, 30 imóveis, que seriam usados irregularmente por pescadores, foram demolidos às margens da represa, que também está em uma área de preservação permanente. Conforme o promotor, além dos impactos no abastecimento, a ocupação desordenada e irregular também provoca danos ambientais e no solo. Coletiva do Ministério Público apresentou dados sobre a Represa de Chapéu D'Uvas, que abastece Juiz de Fora Elton Moreira/Divulgação “É preciso que a população, principalmente os empresários e o povo de Juiz de Fora, tenha conhecimento de que o que está em andamento é uma grande tragédia ambiental para a cidade. Muitas das pessoas que estão destruindo Chapéu D’Uvas são residentes aqui. São pessoas que querem ter casas de veraneio, que querem explorar, mas que não fazem de forma adequada, não fazem preservando o meio ambiente”. “Elas precisam ser alertadas, precisam ser pressionadas para que não destruam aquilo que vai deixar toda a cidade de Juiz de Fora sem água. Chapéu de D’Uvas hoje representa 40% do fornecimento e 40% significa em torno de 250 mil pessoas sem água”, disse Roger Silva Aguiar. LEIA TAMBÉM: Represa João Penido opera com menos de 40% da capacidade; veja o que diz Cesama e especialistas Fazenda Experimental da UFJF terá plantio de mudas às margens da represa Chapéu D'Uvas em Ewbank da Câmara ASSISTA TAMBÉM: Relembre inauguração da bacia Chapéu D'Uvas, em 1994 Memória MG: relembre inauguração da bacia Chapéu D'Uvas, em 1994 VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes