'Pancolé': Sobremesa feita com plantas amazônicas une gastronomia e ciência no Acre; conheça

'Pancolé': Sobremesa feita com plantas da Amazônia é criada no Acre 🍦Os picolés de jambu, ora-pro-nóbis e até capim-santo, ervas típicas da Amazônia, se tornara...

'Pancolé': Sobremesa feita com plantas amazônicas une gastronomia e ciência no Acre; conheça
'Pancolé': Sobremesa feita com plantas amazônicas une gastronomia e ciência no Acre; conheça (Foto: Reprodução)


'Pancolé': Sobremesa feita com plantas da Amazônia é criada no Acre 🍦Os picolés de jambu, ora-pro-nóbis e até capim-santo, ervas típicas da Amazônia, se tornaram os queridinhos de uma tradicional sorveteria em Rio Branco. Batizados de 'pancolés', os sabores feitos de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) dão um novo toque a gastronomia acreana. Ao g1, a professora e nutricionista Bruna da Costa Viana Oliveira, uma das idealizadoras do projeto, explica que a proposta surgiu da vontade de transformar os estudos sobre essas plantas em uma experiência que fizesse parte da mesa, ou neste caso, sobremesa do acreano em tempos de calor. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Percebi que tínhamos um grande potencial nas Pancs, mas ainda precisávamos explorar outras formas de aproximá-las da população. Outro ponto que despertou minha atenção foi que, no Acre, desconhecíamos uma linha de picolés dedicada exclusivamente às Pancs", diz. A novidade é fruto de projeto idealizado por um grupo de estudos da Universidade Federal do Acre (Ufac) e uma sorveteria da capital acreana. Os pancolés foram apresentados durante o Inova Amazônia Summit 2026, evento promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Rio Branco, em setembro deste ano. Picolés são feitos com Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) Arquivo pessoal LEIA MAIS: Inova Amazônia Summit inicia com foco em sustentabilidade e valorização regional Artista aposta em material sustentável para criar quadros e expõe obras no Acre: 'Para conscientizar' Pesquisadores do AC buscam patente de pomada que acelera cicatrização de feridas em animais A iniciativa une o conhecimento científico desenvolvido na universidade à experiência da sorveteria na fabricação de picolés. O grupo que leva o mesmo nome das plantas não convencionais é coordenado pela vice reitora da Ufac Almecina Balbino e a doutora Marilene Santos. Grupo da Ufac desenvolve receitas que saem do laboratório e ganham o público Arquivo pessoal Do laboratório à sorveteria O desenvolvimento das receitas exigiu testes para equilibrar as características das plantas com os demais ingredientes. Conforme Bruna, o jambu, por exemplo, provoca uma sensação de formigamento na boca, enquanto a vinagreira tem sabor azedo. "Fomos criando combinações como jambu com doce de leite e vinagreira-roxa com frutas vermelhas e o público gostou muito. O cardápio também inclui cupuaçu com espinafre, caldo de cana com hortelã e espinafre, manga com gengibre e begônia, além de suco verde feito com Pancs", acrescenta. Veja a lista de sabores inovadores que surgiram no projeto 'Pancol Arquivo pessoal A professora avalia que experimentar as plantas em produtos conhecidos pode ajudar a reduzir preconceitos alimentares e despertar o interesse por outras possibilidades de consumo. A iniciativa também tem uma dimensão cultural, segundo a pesquisadora, visto que algumas dessas plantas já fizeram parte da alimentação de gerações anteriores, mas perderam espaço ao longo do tempo. A intenção é contribuir para o resgate desses conhecimentos e inspirar novos produtos. "Quando uma pessoa experimenta um picolé e gosta do sabor, ela passa a olhar para aquela planta de outra maneira. Isso ajuda a romper preconceitos, despertar a curiosidade e ampliar as possibilidades de consumo", ressalta. Parceria em família Os pancolés são comercializados a partir de R$ 4 na sorveteria de, Irenice Bertulino, mãe de Bruna. Segundo a empresária, o processo envolveu ajustes nas receitas até alcançar combinações consideradas agradáveis ao paladar, sem eliminar as características dos ingredientes. Irenice conta ainda que o sabor de suco verde com pancs é o mais vendido. Ela destaca ainda a curiosidade dos consumidores ao descobrir que essas plantas podem ser utilizadas na produção de picolés. “Nos surpreendeu até crianças provando e aprovando os pancolés. A gente gosta justamente dessa surpresa, de ver as pessoas descobrindo sabores novos e conhecendo um pouquinho mais do que temos aqui na nossa região”, afirma. Jambu, ora-pro-nóbis, capim-santo e espinafre da Amazônia são plantas usadas nos picolés Arte g1 Reveja os telejornais do Acre