Pequi Bank: conheça projeto que prevê movimentar R$ 16 bilhões por ano em Goiás
O "Pequi Bank" terá gestão conjunta da GoiásFomento com a instituição financeira privada habilitada no chamamento público — Fotos: Divulgação/GoiásFo...
O "Pequi Bank" terá gestão conjunta da GoiásFomento com a instituição financeira privada habilitada no chamamento público — Fotos: Divulgação/GoiásFomento Um projeto de criação de um banco digital voltado principalmente a beneficiários de programas sociais de Goiás e a servidores públicos goianos prevê movimentar R$ 16,7 bilhões por ano. A ideia é que a solução financeira, que vem sendo chamada de "Pequi Bank", em referência ao fruto típico do estado, funcione como um "super aplicativo" bancário, oferecendo serviços como conta e linhas de crédito. A ideia vem sendo conduzida pela Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) desde novembro, quando foi lançado o edital de chamamento público para a escolha de uma instituição financeira privada para estruturar a plataforma digital. De acordo com o plano de negócios do projeto, o banco digital tem o potencial de atingir mais de 660 mil usuários, dos quais as maiores partes são: 295 mil servidores públicos estaduais e municipais; 177 mil cônjuges de servidores municipais e estaduais; 130 mil beneficiários de programas sociais do Governo de Goiás. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, o presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar Pereira, explicou que a prioridade é que o banco atenda ao público goiano, mas nada impede que, no futuro, os serviços sejam estendidos para moradores de outros estados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM VÍDEO: Goiás lança projeto com R$ 120 milhões em crédito para pequenos empresários Raro e impressionante: conheça o pequi branco encontrado em Goiás Tema de música e paixão dos moradores de Goiânia: conheça cinco frutas do Cerrado e suas qualidades nutricionais Entre os serviços previstos está a oferta de cartões pré-pagos e cartões de crédito, tanto para servidores públicos quanto para a população em geral. Outro foco da plataforma serão o recebimento e a movimentação dos benefícios sociais pelos beneficiários. Também devem ser ofertados empréstimos privado e consignado. "Lembrando que o crédito privado não é oferecido pela GoiásFomento, mas vai ser oferecido pelas instituições parceiras que se conectarem ao à plataforma", destacou Pereira. Rivael Aguiar Pereira, presidente da GoiásFomento, afirma que a expectativa é que o Pequi Bank esteja funcionando entre 3 e 4 meses Divulgação/ GoiásFomento Autorização do BC Segundo Pereira, a GoiásFomento, por ser a instituição financeira do Estado de Goiás, já possui licença do Banco Central. A empresa selecionada e habilitada como parceira, o Stark Bank, de São Paulo, também. Em relação ao projeto, a única autorização que terá que ser obtida junto ao BC será para o uso do nome "bank". "Nós vamos pedir a utilização do nome Pequi Bank no momento oportuno, quando a a instituição do programa for realizada pelo Governo do Estado", afirmou. O processo de escolha da instituição financeira parceira durou cerca de quatro meses e não foi feito por licitação, mas por procedimento competitivo próprio, opção permitida pela Lei 13.303/2016 nos casos de "oportunidades de negócio definidas e específicas" de empresas públicas e sociedades de economia mista. A proposta feita pela Stark Bank foi submetida a três avaliações, feitas por consultorias contratadas: jurídica, feita pelo escritório Menezes Niebuhr Sociedade de Advogados regulatória, realizada pela empresa Pivot Tech integridade técnica, a cargo da Work7 Auditores Independentes Ltda. Segundo o parecer técnico consolidado elaborado pela Pivot, disponibilizado ao público no site da agência de fomento, no processo de habilitação a parceira comprovou ter: saúde financeira, conformidade regulatória, portfólio de serviços digitais integrados, estrutura de crédito, entre outros requisitos. Na etapa posterior, de seleção, a empresa provou atender a critérios mais técnicos e detalhados, como, por exemplo, capacidade operacional para emissão de cartões de determinadas bandeiras, incluindo suporte a crédito e pré-pago, além de estratégia de mercado e governança corporativa. 🔍 De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), "governança corporativa" é o conjunto de princípios, regras, estruturas e processos pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, objetivando geração de valor sustentável para a empresa, para seus sócios e para a sociedade em geral. Cinco interessadas A GoiásFomento informou que, além da Stark, outras quatro instituições financeiras demonstraram interesse no projeto, mas apenas a empresa de São Paulo formalizou proposta. O presidente da agência atribui a apresentação de uma única proposta ao recente endurecimento das regras que o Banco Central impôs ao mercado de fintechs. "Se a gente fizesse uma flexibilização dessas regras e daqui a um ano, um ano e meio, a empresa não conseguisse se enquadrar nas exigências do BC e perdesse o enquadramento, a gente poderia ter um problema muito grande de solução de continuidade do projeto", explicou Pereira. De acordo com a GoiásFomento, a expectativa é que o banco digital comece a funcionar entre três e quatro meses. "Precisamos ainda finalizar o processo de análise de integridade, que está sendo concluído. Então, a previsão é que nas próximas duas semanas esse contrato (com a Stark Bank) seja assinado", explicou o presidente da agência. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.