Perfuração de poço na costa do Amapá deve terminar até setembro, diz Petrobras

Navio-sonda NS-42, usado em simulação de vazamento de óleo na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras Divulgação/Petrobras A perfuração de poços na Foz ...

Perfuração de poço na costa do Amapá deve terminar até setembro, diz Petrobras
Perfuração de poço na costa do Amapá deve terminar até setembro, diz Petrobras (Foto: Reprodução)

Navio-sonda NS-42, usado em simulação de vazamento de óleo na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras Divulgação/Petrobras A perfuração de poços na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, é considerada estratégica pela Petrobras. O projeto faz parte da exploração da Margem Equatorial, apontada como uma nova fronteira energética para o Brasil. Nesse sentido, a estatal informou à Rede Amazônica que a perfuração do poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas da costa do Amapá, segue dentro do cronograma. A conclusão está prevista para acontecer entre agosto e setembro de 2026, dependendo do andamento das atividades. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A Petrobras informou ainda que os trabalhos estão dentro da normalidade esperada para esse tipo de projeto e são conduzidos com protocolos de segurança e cuidado ambiental. Vazamento e suspensão Em janeiro de 2026, houve o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido sintético durante a perfuração. O incidente levou à suspensão temporária das atividades. Em fevereiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a retomada, condicionada a medidas de reforço técnico e de segurança. LEIA MAIS: MPF pede suspensão de licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento Licença ambiental e disputa judicial A licença ambiental foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025 e continua válida. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a autorização. O MPF argumenta que não houve consulta às comunidades tradicionais e que os riscos ambientais na região da Foz do Amazonas precisam ser melhor avaliados. Importância estratégica O poço Morpho marca o início da exploração da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira energética para o Brasil. A Petrobras prevê investir cerca de R$ 13 bilhões até 2030 para perfurar até 15 poços exploratórios na região. O objetivo é diversificar reservas e compensar o declínio natural dos campos maduros das bacias de Campos e Santos. Potencial exploratório O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil. Segundo o Ministério de Minas e Energia, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras. Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: