PF investiga pagamento de R$ 30 milhões para funcionamento da Pixbet com dinheiro ilícito

Operação da PF investiga grupo suspeito de lavar dinheiro de apostas esportivas ilegais A Polícia Federal afirma que a outorga, ou seja, a autorização para...

PF investiga pagamento de R$ 30 milhões para funcionamento da Pixbet com dinheiro ilícito
PF investiga pagamento de R$ 30 milhões para funcionamento da Pixbet com dinheiro ilícito (Foto: Reprodução)

Operação da PF investiga grupo suspeito de lavar dinheiro de apostas esportivas ilegais A Polícia Federal afirma que a outorga, ou seja, a autorização para funcionamento da empresa Pixbet, no valor de R$ 30 milhões, foi paga com dinheiro ilícito. A Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13) para investigar a conduta da empresa, apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas. LEIA TAMBÉM: PF investiga uso de CPFs de 549 mortos em operações de câmbio ligadas a esquema de bets Entenda esquema de lavagem de dinheiro de apostas alvo de operação na PB e em outros estados Dono da Pixbet, investigada por exploração de jogos de azar, é abordado pela PF e tem carro apreendido, na Paraíba De acordo com as investigações, a atuação nacional da Pixbet com base em licenças estaduais foi invalidada pela Justiça em 2025. No entanto, a empresa conseguiu uma outorga junto ao Ministério da Fazenda, no valor de R$ 30 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba Geraldo Jerônimo/TV Paraíba Para a PF, a soma do valor é fruto de exploração ilícita, desde 2012, por meio de jogos por apostas fixas remetidas para uma empresa que nunca existiu. Ou seja, a lei que habilita a exploração da atividade da Pixbet foi paga com dinheiro fruto da exploração ilegal da atividade. As investigações também apontam que todo o processo de envio do dinheiro para exterior era fruto de uma simulação, ou seja, dinheiro evadido. O g1 entrou em contato com a defesa da Pixbet. A defesa da empresa disse que não teve acesso a determinação que autorizou a operação e que foi "pega de surpresa". A defesa disse ainda que, quando tiver acesso a decisão, vai se manifestar. O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet, empresa de apostas esportivas com sede em Campina Grande, na Paraíba. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários. Como funcionava o suposto esquema de lavagem de dinheiro da PixBet Arte/G1 Entenda como funcionava esquema De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro que vinha das apostas feitas na Pixbet era enviado para o exterior através de empresas de compensação financeira. Depois, os valores eram recebidos por uma empresa de fachada, sem funcionários ou atividade econômica, registrada em Curaçao, um paraíso fiscal. Depois de receber o dinheiro, os sócios da empresa solicitavam pagamentos justificados por notas fiscais, emitidas pela empresa em Curaçao sem que nenhum serviço fosse prestado efetivamente. Com as notas fiscais detalhando os serviços, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados fora do país, aparentando ter origem lícita e voltando, por fim, ao patrimônio da próprio empresa ou dos sócios envolvidos. MP e Receita Federal miram grupo por exploração de jogos de azar e apostas na Paraíba e mais quatro estados Polícia Federal Operação Arena investiga o caso A Operação Arena investiga um grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de dinheiro obtido por meio de jogos de azar e apostas esportivas. Ao todo, são 19 mandados de busca e apreensão cumpridos na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Também foram determinadas medidas de quebra de sigilo bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão. Na Paraíba, a sede da Pixbet, em Campina Grande, foi alvo de busca e apreensão. A casa de um homem apontado como "laranja" do grupo também foi alvo da operação. O dono da Pixbet também foi abordado pela PF. Os investigados podem responder por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional. O advogado Nelson Wilians foi alvo da operação em uma residência dele em São Paulo. Os agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na mansão do advogado em decisão tomada pela Justiça da Paraíba. Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck, que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório do seu cliente e a PixBet "é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia". Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba