Professora morta pelo marido e enterrada em quintal revelou crise no casamento e desconfiava de traição, diz família

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal Elisângela Barbosa de Almeida, a professora que foi morta pelo marido ...

Professora morta pelo marido e enterrada em quintal revelou crise no casamento e desconfiava de traição, diz família
Professora morta pelo marido e enterrada em quintal revelou crise no casamento e desconfiava de traição, diz família (Foto: Reprodução)

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal Elisângela Barbosa de Almeida, a professora que foi morta pelo marido e enterrada dentro do próprio quintal em Pariquera-Açu (SP), chegou a relatar para a família que estava enfrentando problemas no casamento. De acordo com uma sobrinha, a vítima desconfiava que Jacemir Bueno de Almeida tinha uma amante, mas acreditou que o relacionamento deles poderia ser restaurado. “Ele a fez promessas do casamento. E ela acreditou na esperança do casamento ser restaurado”, afirmou a engenheira civil Luana Carolina Barbosa Alves, sobrinha da vítima. Elisângela era considerada desaparecida até ela ser encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa, no bairro Vila São João, na sexta-feira (24). O corpo foi localizado após a Polícia Civil desconfiar do relato do marido, que confessou o crime e foi preso em flagrante. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Jacemir Bueno de Almeida foi preso por matar e enterrar Elisângela Barbosa de Almeida no quintal de casa Reprodução e Polícia Civil Ao g1, Luana contou que Jacemir era distante da família e, quando participava das reuniões familiares, ficava quieto e isolado, mexendo no celular. Apesar disso, Elisângela nunca havia denunciado qualquer violência por parte do marido. Mesmo assim, a família já chegou a desconfiar do comportamento agressivo de Jacemir. “Uma vez ela [Elisângela] comentou que estava com a perna roxa, porque caiu da escada”, relembrou Luana. Segundo a engenheira, a tia justificou que estava limpando a casa quando sofreu o acidente. “Desconfiamos [de violência], mas ela nunca confirmou”, ressaltou a sobrinha. Recentemente, porém, Elisângela contou que o casamento não estava bem. “Ele não se fazia presente e supostamente teria uma amante”, esclareceu Luana. Jacemir Barbosa Bueno de Almeida foi preso acusado de matar Elisângela Barbosa de Almeida e enterrá-la no quintal da residência onde moravam em Pariquera-Açu Redes sociais Jacemir, por sua vez, tentou inverter a história quando a família de Elisângela questionou sobre o desaparecimento dela no dia 21 de abril. Na ocasião, ele disse para os parentes da professora que ela havia entrado em um carro preto e ido embora com um amante, deixando o filho de 10 anos com ele. “A gente começou a desconfiar porque nunca ia ser do feitio dela ir embora sem nos avisar e, principalmente, deixar o filho dela, largar assim. Ela sempre cuidava do filho dela, uma ótima mãe”, afirmou a outra sobrinha Larice Barbosa Alves. Mesmo desconfiando de Jacemir, a família não pensou que ele poderia ter matado a professora. “Esperava encontrá-la machucada, dopada, alguma coisa, mas viva, em vida. Não esperava isso dele, ele não demonstrava que tinha coragem de fazer isso, mas fez”, lamentou a irmã da vítima, Nanci Flávia Barbosa. Legado Ao g1, Luana contou que a Elisângela deixou um legado muito especial. “Minha tia foi uma mulher extraordinária. Uma excelente mãe, esposa, amiga e tia”, afirmou a engenheira. Segundo a sobrinha, a professora atuava não apenas na rede municipal de ensino, mas também na estadual. “Era apaixonada pelo que fazia. Sempre nos mostrava e enviava fotos do seu trabalho", explicou. Elisângela Barbosa de Almeida morreu aos 43 anos Reprodução/Redes sociais Apesar da dedicação à carreira, Elisângela fazia questão de ser muito presente na vida do filho, de 10 anos, que atualmente está sob cuidados da família materna. “Mesmo com a rotina intensa, ela fazia questão de estar presente em cada detalhe da vida dele. Com uma agenda cheia, entre escola, esportes e idiomas, nunca deixou de acompanhar seu crescimento com amor e atenção”, relembrou. De acordo com Luana, a tia se dedicava ainda ao marido e cuidava da casa deles com carinho, mantendo tudo sempre limpo e acolhedor. Além disso, a professora também era muito querida entre os amigos e familiares. “Era muito amada e deixou sua marca na vida de todos que passaram por ela com seu sorriso, suas brincadeiras e seus ensinamentos", disse Luana, ressaltando que a tia marcou profundamente sua vida, pois lhe ensinou a ler. Ela contou ainda que Elisângela era carinhosa com todos, principalmente com a irmã Nanci, que ela tinha como segunda mãe. “Como eu disse a ela em seu aniversário, ela me inspira pela sua determinação de vida, pela força de nunca desistir e de sempre seguir em frente. Foi assim que conquistou tudo o que alcançou profissionalmente”. Professora encontrada enterrada no quintal de casa é sepultada em Pariquera-Açu, SP Depoimento do suspeito No dia em que foi comunicado o desaparecimento de Elisângela, Jacemir foi ouvido na Delegacia de Pariquera-Açu. Ele disse que, na quarta-feira (22), a companheira havia saído de casa possivelmente com um amante e levou os seus pertences. Durante o depoimento, porém, o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência. O fato chamou a atenção dos policiais, tendo em vista que o cano estourado não tinha relação com o desaparecimento. Os agentes foram ao imóvel e, após acionarem o Corpo de Bombeiros, encontraram o corpo da mulher enterrado no quintal. Polícia O delegado Eduardo Pinheiro Alves Ferreira pediu a prisão preventiva do suspeito por feminicídio majorado e violência doméstica. Durante audiência de custódia, no sábado (25), o pedido foi aceito pela Justiça. 🔎 De acordo com o BO, o feminicídio foi considerado ‘majorado’ porque o filho do casal estava na residência no momento do crime. A corporação destacou que ele estava na parte de baixo da residência, que é um sobrado. Homem mata e enterra esposa no quintal de casa no interior de SP Informalmente, Jacemir confessou o crime aos policiais e disse que agrediu a mulher com um tapa no rosto durante uma discussão. Segundo o relato, ela caiu ao chão desacordada e começou a convulsionar. O homem acrescentou que ficou desesperado com a situação e decidiu enterrá-la. No local, os policiais encontraram o celular da vítima e apreenderam um computador de mesa, um notebook e dois celulares que pertencem ao suspeito. O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos