Sargento da PM e venezuelano são presos suspeitos de movimentar milhões em criptomoedas para facção no AM

Agentes das forças de segurança durante cumprimento de mandado contra investigados na operação Torre 7. Divulgação/Polícia Federal O sargento da Polícia...

Sargento da PM e venezuelano são presos suspeitos de movimentar milhões em criptomoedas para facção no AM
Sargento da PM e venezuelano são presos suspeitos de movimentar milhões em criptomoedas para facção no AM (Foto: Reprodução)

Agentes das forças de segurança durante cumprimento de mandado contra investigados na operação Torre 7. Divulgação/Polícia Federal O sargento da Polícia Militar do Amazonas Roosevelt Moraes Pires Júnior e o venezuelano Ramon Arturo Badillo Carrasco foram presos nesta quinta-feira (23), durante a Operação Torre 7, que investiga o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação no Amazonas. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo. Segundo as investigações, eles são apontados como sócios e responsáveis por uma casa de câmbio em Manaus, utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas. O g1 tenta localizar as defesas de Roosevelt Moraes Pires Júnior e Ramon Arturo Badillo Carrasco. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com a Polícia Federal, a empresa operava sem autorização do Banco Central e era usada para receber valores relacionados ao transporte de drogas e lavar dinheiro de lideranças da facção Comando Vermelho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os dois suspeitos teriam movimentado cerca de US$ 72 milhões em criptomoedas ligadas ao grupo criminoso. Além disso, a empresa investigada teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões de pessoas associadas à facção, apontam as investigações. Durante a operação, também foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais. Um terceiro investigado, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, é considerado foragido. Ele é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e estaria utilizando contas da casa de câmbio para receber pagamentos do tráfico de drogas. A Operação Torre 7 foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que reúne órgãos das esferas federal e estadual. Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, todos executados na capital paulista. O g1 questionou o posicionamento da Polícia Militar do Amazonas sobre a prisão do Roosevelt Moraes Pires Júnior, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta. LEIA TAMBÉM: Suspeito de atropelar cães é preso ao tentar embarcar em Manaus e diz: 'Se eu pudesse, fazia de novo' Mensagens no celular levam à prisão de professor de futsal suspeito de estupro de aluno em Manaus