STF tenta há mais de um mês intimar Mário Frias para explicar emenda para ONG ligada à produtora do filme de Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mário Frias (PL-SP) para que preste informações sobre "possíveis irregularid...
O Supremo Tribunal Federal (STF) tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mário Frias (PL-SP) para que preste informações sobre "possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas" destinados a uma organização não governamental (ONG) ligada à produtora do filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 🎥 O filme Dark Horse está em evidência após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do Master. Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro — que chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso. O Supremo foi acionado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedindo apuração de repasses de emendas, incluindo de Mário Frias, para o que chamou de "ecossistema" de empresas, comandado por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção de Dark Horse. Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões para a ONG ligada à obra. Vídeos em alta no g1 Em 21 de março, Dino determinou que Mário Frias se manifestasse em 5 dias sobre os fatos relatados pela deputada Tabata Amaral. No dia 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça fez três tentativas de intimar Mário Frias no gabinete parlamentar, mas não teve sucesso. Na sequência, Dino determinou que a Câmara informasse os endereços de Frias em Brasília e São Paulo. Neste mês, o oficial de Justiça compareceu aos endereços, mas o deputado ainda não foi localizado. Frias diz que não há dinheiro público em obra Nesta quarta-feira (13), Mário Frias divulgou nota e disse que não há dinheiro público envolvido no filme sobre Jair Bolsonaro. "Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e retorista de renome internacional", declarou. "O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido", acrescenta a nota. Frias afirma ainda que geriu "bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura" na gestão Bolsonaro e saiu do governo "com as mãos limpas". "Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir", completa a nota. Câmara afirma que não encontrou irregularidades A Câmara dos Deputados afirmou ao Supremo que analisou duas emendas de Mário Frias citadas por Tabata Amaral e que não encontrou irregularidades. A área técnica da Casa disse ainda que "a fase de prestação de contas pelos beneficiários ainda se encontra em curso, cabendo às entidades destinatárias demonstrar a adequada aplicação dos recurso". "Os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência e os parâmetros constitucionais aplicáveis; verificou-se compatibilidade entre os objetos das emendas e os instrumentos de execução", afirma a Câmara. O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro. Reprodução/Redes Sociais